Comece pela composição do custo
A tarifa é apenas uma parte do frete. Peso taxável, cubagem, frete mínimo, ad valorem, GRIS, pedágio, restrição de entrega, reentrega e devolução podem alterar o valor final. A empresa precisa reproduzir o cálculo antes de concluir que a tabela está cara.
Organize uma amostra de CT-es, notas, pedidos e faturas. Compare a condição contratada com a cobrança e classifique as diferenças por motivo. Essa rotina revela erros, mas também decisões internas que tornam a operação mais cara.
Revise o perfil dos pedidos
Pedidos pequenos e frequentes diluem menos o frete mínimo. Analise valor, peso, volume, região, canal e cliente para identificar onde a política comercial cria embarques deficitários.
Consolidação, calendário de corte e pedido mínimo por região podem reduzir frequência sem prejudicar o serviço. Teste cenários na calculadora de pedido mínimo antes de alterar a regra comercial.
- Segmente frete sobre venda por região e canal.
- Separe pedidos urgentes dos recorrentes.
- Meça custo por pedido e por quilograma expedido.
Trate cubagem e embalagem
Produtos leves e volumosos podem ser cobrados pelo peso cubado. Meça as embalagens reais, confirme o fator do contrato e compare o peso taxável com o peso físico.
Reduzir espaço vazio, padronizar caixas e desmontar itens quando tecnicamente possível pode baixar o peso taxável. A mudança precisa preservar integridade, produtividade e experiência do cliente.
Elimine custos de ocorrência
Reentrega, devolução, espera, área de restrição e dificuldade de agendamento nem sempre são problemas da transportadora. Cadastro incompleto, promessa comercial e falta de confirmação com o cliente também geram custo.
Crie causas padronizadas e acompanhe valor e reincidência. Corrigir uma causa recorrente pode ser mais sustentável que negociar alguns pontos percentuais na tarifa.
Negocie com evidências
Leve para a transportadora volumes por faixa, regiões, frequência, cubagem, desempenho e oportunidades de consolidação. Dados melhores permitem discutir condição, operação e nível de serviço, não apenas desconto.
Trocar de fornecedor faz sentido quando aderência, capacidade ou desempenho não atendem. Antes disso, uma auditoria mostra o que é cobrança, contrato e processo.
Perguntas frequentes
É possível reduzir frete sem renegociar a tarifa?
Sim. Consolidação, pedido mínimo, embalagem, cadastro e redução de ocorrências podem diminuir o custo total.
Quando devo trocar de transportadora?
Quando custo, capacidade, cobertura, serviço ou aderência continuam inadequados após medir e tratar causas controláveis.
