Reúna a base de comparação
Separe CT-e, nota fiscal, pedido, fatura, tabela, contrato e registros de entrega. Sem a condição vigente e os dados do embarque, a análise fica limitada.
Controle versões e datas das tabelas. Uma cobrança pode parecer errada quando foi aplicada uma condição nova ou uma praça diferente.
Confira os dados do embarque
Valide CNPJ, origem, destino, CEP, valor da mercadoria, peso real, quantidade de volumes e dimensões. Erros cadastrais alteram faixa, risco, imposto e adicionais.
Compare o CT-e com o que realmente saiu. Divergências de peso ou volume precisam de evidência de balança, romaneio ou cadastro validado.
Reproduza a tarifa
Aplique faixa de peso, frete mínimo, excedente, pedágio, ad valorem, GRIS e taxas previstas. Documente a fórmula para que outra pessoa consiga repetir o cálculo.
Observe arredondamentos, peso taxável e regras por fração. Pequenas diferenças podem se acumular em grande volume.
Procure duplicidades e adicionais
Verifique documentos repetidos, complementares sem justificativa, reentrega, devolução, área de restrição e diárias. Relacione cada cobrança a uma ocorrência registrada.
Não conteste automaticamente toda taxa. Separe o que está correto, o que depende de evidência e o que diverge do contrato.
Crie rotina antes do pagamento
Defina tolerância, responsáveis e fluxo de contestação. A pré-auditoria deve ocorrer antes da aprovação financeira, com retorno para cadastro, expedição e negociação.
Acompanhe valor divergente, causa, transportadora, prazo de resposta e recuperação. Assim a auditoria passa a prevenir, não apenas corrigir.
Perguntas frequentes
Quais documentos são necessários?
CT-es, notas, pedidos, faturas, tabelas, contratos e registros de ocorrência formam a base mínima.
Toda diferença é cobrança indevida?
Não. Pode haver erro de cadastro, condição nova ou ocorrência legítima. A divergência precisa ser validada.
